Em evento do PSB, presidente manda recado à base aliada, elogia o Congresso e sai em defesa de Moraes após ataques da extrema-direita
Durante a convenção nacional do PSB neste domingo (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom mais direto e estratégico. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula sinalizou uma mudança de postura: pretende ocupar mais o espaço público de fala e evitar os ruídos que vinham marcando sua relação com aliados e instituições.
O primeiro recado foi direcionado à própria base aliada. Lula verbalizou uma preocupação já evidente nos bastidores: o avanço da extrema-direita, especialmente no Senado. A menção reforça a ideia de que o campo progressista precisa se articular melhor, e vem na esteira das especulações sobre a candidatura de Fernando Haddad ao Senado por São Paulo movimento que pode ser uma resposta a esse avanço conservador.
Em seguida, o presidente se voltou ao Congresso. Em meio à crise causada pela decisão do governo de aumentar o IOF sem aviso prévio, Lula fez um gesto público de conciliação ao elogiar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Reconheceu o erro na condução do tema e indicou que o Planalto buscará um diálogo mais atento com os parlamentares para evitar novos desgastes.
Por fim, Lula encerrou seu discurso com um gesto ao Judiciário. Saiu em defesa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que tem sido alvo de ataques vindos de parlamentares dos Estados Unidos ligados à extrema-direita e ao bolsonarismo. A fala reforça o alinhamento do presidente com a defesa da institucionalidade e do equilíbrio entre os poderes.
O discurso de Lula sinaliza que, a partir de agora, o presidente deve se posicionar com mais frequência no debate público, tanto para conter o avanço da extrema-direita quanto para fortalecer pontes com Congresso e Judiciário.








