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Prefeitos de Ibipitanga e Boquira são presos em operação que apura desvio de emendas parlamentares na Bahia

Gestores são suspeitos de integrar esquema criminoso envolvendo propinas, fraudes em licitações e uso irregular de verbas públicas entre 2021 e 2024

Os prefeitos das cidades baianas de Ibipitanga e Boquira, Humberto Raimundo Rodrigues (PT) e Alan Machado França (PSB), foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e afastados dos cargos durante a quarta fase da Operação Overclean. A ação tem como foco o desmantelamento de um esquema criminoso que atuava na liberação de emendas parlamentares mediante pagamento de propina, além de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro, entre os anos de 2021 e 2024.

As investigações apontam que os prefeitos participaram diretamente de um esquema que beneficiava os municípios com recursos de emendas parlamentares, especialmente provenientes do gabinete do deputado federal Félix Mendonça (PDT). Em troca da liberação dos valores, agentes políticos e empresários envolvidos no esquema cobravam propinas e fraudavam processos licitatórios para desviar os recursos.

Humberto Rodrigues, conhecido como “Beto”, tem 59 anos, é natural de Ibipitanga e ocupa o cargo de prefeito pela terceira vez. Declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de pouco mais de R$ 1 milhão, incluindo um apartamento no Horto Bela Vista, em Salvador, avaliado em R$ 600 mil. Foi eleito pela primeira vez em 2008, reeleito em 2012, voltou ao cargo em 2020 e garantiu novo mandato em 2024.

Já Alan França, de 48 anos, foi eleito prefeito de Boquira em 2024. Natural de Salvador, tem ensino superior completo e atuava como servidor público municipal antes de ingressar na política. Declarou bens avaliados em R$ 250 mil, entre eles uma casa, um veículo e cabeças de gado.

Além das prisões, a Justiça determinou mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari, Ibipitanga, Boquira e Paratinga. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.

Durante a operação, também foi revelada a quebra de sigilo telefônico do deputado Félix Mendonça. O assessor dele, Marcelo Gomes, apontado como operador do esquema, também foi alvo de busca e apreensão. As investigações seguem em curso.

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