Mesmo inelegível, ex-presidente afirma ter “consciência tranquila” e pede apoio de governadores para questionar decisão do TSE
Após prestar depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (12), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar que manterá sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026 “até o último segundo”. Investigado por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022, Bolsonaro publicou em sua conta na rede social X que está com a “consciência tranquila e o espírito sereno” diante das acusações.
Na entrevista concedida ao portal UOL, o ex-chefe do Executivo pediu que governadores alinhados à direita questionem a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível por oito anos a partir de 2023. “Eu gostaria que os governadores falassem: ‘O Bolsonaro está inelegível por quê?’. Se eu for condenado, acabou. Até pela minha idade, acabou. Espero que não aconteça”, declarou. Bolsonaro também citou o ex-presidente Michel Temer, dizendo apoiar qualquer iniciativa para unir a direita brasileira.
A inelegibilidade foi determinada inicialmente pelo TSE com base em abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, após Bolsonaro reunir embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022, ocasião em que atacou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas. Em uma segunda decisão, o tribunal ampliou a inelegibilidade por abuso de poder político e econômico, relacionado às comemorações do 7 de Setembro do mesmo ano, utilizadas como ato de campanha.








