Medidas judiciais contra ex-presidente acirram tensão diplomática; governo Lula reage com postura nacionalista e clima é de instabilidade
Jair Bolsonaro amanheceu sob medidas judiciais que, na prática, o colocam em condição de prisão domiciliar parcial. O ex-presidente foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, está proibido de usar redes sociais, não pode sair de casa à noite nem nos finais de semana, não pode deixar Brasília, manter contato com embaixadas ou conversar com o filho Eduardo Bolsonaro e outros investigados.
Embora a Polícia Federal aponte fundamentos técnicos para a decisão, com base em elementos colhidos na busca e apreensão em sua residência, o caráter político da medida é evidente. A avaliação nos bastidores é de que o ministro Alexandre de Moraes agiu também como resposta à ofensiva tarifária do governo Donald Trump, tentando se antecipar a possíveis retaliações que possam atingir diretamente o Judiciário brasileiro.
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma retórica nacionalista, defendendo a soberania do Brasil e sinalizando a disposição de recorrer a organismos internacionais contra a pressão americana. Em meio ao clima de tensão, cresce o risco de uma escalada diplomática, com o país sob ameaça de sanções e em guerra fria com os Estados Unidos.








