Parlamentar é acusado de atacar ex-prefeito Fuad Noman com informações falsas e descumprir ordem judicial durante as eleições em BH; outros nomes do PL também são alvos da ação
A Justiça Eleitoral de Minas Gerais acatou uma denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o que pode levar à cassação de seu mandato e à inelegibilidade por até oito anos. A acusação envolve a divulgação de informações falsas contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), durante o período eleitoral de 2024.
Segundo o MPE, Nikolas e outros membros do PL, entre eles os deputados estaduais Bruno Engler, Delegada Sheila e Cláudia Araújo Romualdo, presidente do PL-Mulher em Minas, teriam divulgado conteúdos inverídicos nas redes sociais. O objetivo seria desgastar a imagem de Fuad Noman e beneficiar Bruno Engler, pré-candidato à prefeitura da capital mineira.
O foco da denúncia está em uma associação feita pelo grupo entre a gestão de Noman e uma cena de violência sexual descrita em um livro. A narrativa, considerada distorcida pelas autoridades, teria gerado grande repercussão e foi interpretada como tentativa deliberada de influenciar o eleitorado com desinformação.
Além disso, Nikolas Ferreira é acusado de descumprir uma decisão judicial que determinava a retirada das publicações. Segundo o Ministério Público, ele reincidiu ao voltar a divulgar os mesmos conteúdos, agravando a situação.
Nas redes sociais, o deputado reagiu afirmando ser vítima de perseguição política: “Estão querendo me deixar inelegível porque denunciei um livro pornográfico”, escreveu em julho.








