PGR defende monitoramento externo da residência e diz que presença de policiais dentro da casa não é necessária
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta sexta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta da Polícia Federal de colocar agentes no interior da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar.
Em documento enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliou que a medida não é necessária. Para a PGR, a fiscalização pode ser reforçada por meio de câmeras e monitoramento externo da casa, sem que haja necessidade de presença policial constante dentro do imóvel.
“Não se mostra à Procuradoria-Geral da República indeclinável que se proceda a um incremento nas condições de segurança no interior da casa”, escreveu Gonet. Segundo ele, não há registro de situações críticas de segurança no ambiente interno da residência. A preocupação, acrescentou, está relacionada apenas à área externa, que é descoberta, mas cercada, e faz divisa com terrenos de características semelhantes.
A manifestação foi feita após o ministro Alexandre de Moraes apontar risco de fuga e determinar monitoramento integral de Bolsonaro. A PGR, no entanto, ressaltou a necessidade de equilibrar a fiscalização com a preservação da privacidade do ex-presidente.








