Governador de Minas defende liberalismo, mira em Alexandre de Moraes e propõe saída do Brasil do BRICS
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oficializou neste sábado (16), em São Paulo, sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante um evento do partido Novo e foi marcado por críticas ao governo Lula, ao PT e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Estamos vacinados contra a receita fracassada da esquerda. O caminho da prosperidade nós já conhecemos, é apoiar a livre iniciativa e reduzir o Estado. Se foi possível fazer em Minas, é possível fazer no Brasil”, declarou Zema, aplaudido pelo público ao subir ao palco ao som de “Que País é Este”. Em tom duro, acrescentou: “Vamos acertar as contas com o lulismo, os parasitas do Estado e as facções criminosas”.
Durante o discurso, o governador resgatou sua trajetória como empresário, destacando que construiu sua carreira “sem padrinho e sem privilégio”. Ele disse ter rejeitado a política até a crise econômica no governo Dilma Rousseff, quando precisou cortar funcionários de sua empresa, episódio que o motivou a ingressar no partido Novo.
Zema defendeu valores liberais como a livre iniciativa e a redução do tamanho do Estado, citando medidas de sua gestão em Minas Gerais nas áreas de educação, segurança pública, contas públicas, infraestrutura e merenda escolar.
O governador também reforçou sua proposta de que o Brasil deixe o BRICS, bloco que reúne países como Rússia, Índia, China e África do Sul.
Zema é o segundo governador do campo da direita a anunciar pré-candidatura ao Planalto. Em abril, o goiano Ronaldo Caiado (União Brasil) também se lançou como opção, em meio ao cenário indefinido após a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a falta de consenso sobre seu sucessor.








