Pastor é acusado de atuar em articulação de manifestações e pode responder por coação, obstrução e tentativa de abolição do Estado democrático de direito.
A Polícia Federal incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga as ações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (14) pela GloboNews. Além de Malafaia e do parlamentar, também são investigados Paulo Figueiredo e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O caso, que já resultou na prisão domiciliar de Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares, apura a possível prática dos crimes de coação, obstrução e tentativa de abolição do Estado democrático de direito. Segundo as investigações, os suspeitos teriam atuado para dificultar o andamento do inquérito do golpe, no qual Bolsonaro é o principal réu.
A investigação teve início em maio, a partir de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) acatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Malafaia, apontado como um dos principais articuladores das manifestações em defesa do ex-presidente, tem feito duras críticas ao STF e a Moraes nas redes sociais. Ele esteve à frente do ato realizado no último dia 3, que contou com participação remota de Bolsonaro gesto interpretado como nova violação das medidas impostas pela Corte.








