Cacauicultores da Bahia e do Pará disputarão medalhas no Cacao of Excellence 2025, na Holanda
Três produtores de cacau do Brasil foram classificados entre as 50 melhores amêndoas do mundo no 10º Cacao of Excellence (CoEx), considerada a principal competição internacional de qualidade da cadeia cacaueira.
Os selecionados para o “CoEx 2025” chegaram ao torneio após se destacarem na 6ª edição do Concurso Nacional de Cacau Especial, realizado em 2024 pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC). Nove amostras brasileiras foram enviadas ao júri internacional, das quais três foram escolhidas para a fase final.
A disputa pelas medalhas de bronze, prata e ouro acontece em fevereiro de 2026, em Amsterdã, na Holanda. Esta é a terceira vez consecutiva que o Brasil emplaca três representantes entre os melhores do mundo. Nesta edição, a competição global recebeu 191 amostras de 45 países.Entre os classificados está o blend produzido em Itacaré (BA) por Cláudia Sá, vencedora da categoria “mistura” no concurso nacional. O Pará também terá dois representantes: Gilmar Batista de Souza, de Uruará, e a amêndoa varietal “Alvorada 01”, cultivada por Leomar Silva Vieira, de Medicilândia.
Para Adriana Reis, especialista em análise sensorial e gerente de qualidade do CIC, o resultado reafirma a relevância do país. “O CoEx é uma vitrine mundial para o produtor que domina todas as etapas, do cultivo ao beneficiamento, e entrega amêndoas de altíssima qualidade”, destacou.
O Concurso Nacional de Cacau Especial Qualidade e Sustentabilidade é realizado anualmente e, a cada dois anos, funciona como classificatória para o CoEx. Em 2025, a competição chega à sétima edição com 108 amostras inscritas de cinco estados: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Pará e Rondônia.
Serão distribuídos R\$ 100 mil em prêmios aos três primeiros colocados nas categorias “mistura/blend” e “varietal”. O anúncio dos vencedores está marcado para 6 de dezembro, em Cacoal (RO).
O evento é organizado pelo CIC em parceria com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) e, em 2025, conta com o apoio do governo de Rondônia.








