Ex-prefeito de Salvador diz que denúncias de ligação do presidente do União Brasil com o PCC são retaliação política e reforça posição contrária à proposta barrada no Senado
Durante evento da Fundação Índigo em Salvador, voltado à discussão da crise na saúde pública da Bahia, o ex-prefeito ACM Neto se posicionou contra a PEC da Blindagem. A proposta, aprovada na Câmara mas rejeitada no Senado, buscava oferecer proteção a parlamentares e dirigentes partidários investigados por crimes.
Vice-presidente nacional do União Brasil, Neto afirmou que não foi consultado antes da votação e deixou claro que não apoiaria a medida. “Se tivesse sido perguntado, eu teria dito claramente que não sou a favor”, declarou. Apesar disso, os deputados federais do União Brasil na Bahia votaram a favor da PEC.
O ex-prefeito também saiu em defesa do presidente nacional do partido, Antônio Rueda, alvo de reportagens que o associaram a investigações sobre o PCC. “É ainda mais falso querer relacionar o presidente do União Brasil com o PCC. Isso é uma irresponsabilidade, um absurdo”, criticou.
Para Neto, as acusações têm caráter político e seriam uma resposta à decisão do União Brasil e do PP que formam uma federação de recomendar a entrega de cargos no governo federal. “Não é coincidência o partido anunciar esse afastamento e, logo depois, surgir esse tipo de matéria tentando insinuar uma ligação que não existe. O próprio presidente já rebateu categoricamente”, completou.








