Montante supera proposta do governo Lula, que previa R$ 1 bilhão, e será obtido por cortes em emendas parlamentares e investimentos.
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (30) uma instrução que amplia de forma expressiva a reserva para o fundo eleitoral no Orçamento de 2026, fixando o valor inicial em R$ 4,9 bilhões. A decisão, tomada de forma simbólica por deputados e senadores, determina que o relator do Orçamento, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), terá de trabalhar com esse montante para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como “Fundão”.
O valor definido supera em quase cinco vezes a proposta inicial da equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia reservado R$ 1 bilhão. A ampliação será garantida por cortes em outras despesas do Orçamento, incluindo emendas parlamentares e investimentos públicos.
Segundo o texto aprovado, R$ 2,9 bilhões sairão de emendas de bancada, enquanto R$ 1 bilhão virá de despesas discricionárias, usadas para custear investimentos e gastos de escolha do Executivo. Caberá ao relator decidir em quais áreas esses cortes serão aplicados.
A medida repete um movimento semelhante ao de 2022, quando o Congresso elevou a previsão para o financiamento de campanhas: na ocasião, o governo havia proposto R$ 940 milhões, mas o valor final foi ampliado para R$ 4,9 bilhões, estabelecendo um recorde que agora volta a ser igualado.








