Ministro compara sistema eleitoral brasileiro ao europeu e afirma que composição para 2026 será definida até março
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou que não há espaço para o rótulo de “puro-sangue” na política brasileira, especialmente no debate sobre a formação de chapas eleitorais. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (15), durante conversa com a imprensa, enquanto acompanhava a vistoria técnica das obras de macrodrenagem do Canal Mangabeira, no Bairro da Paz, em Salvador.
Rui Costa comparou o sistema eleitoral brasileiro ao modelo adotado em países da Europa, onde os eleitores votam nos partidos e em seus projetos políticos, e não diretamente nas pessoas. Segundo ele, essa diferença torna inadequada a utilização do termo no contexto político nacional. Para o ministro, o ideal seria que o voto no Brasil fosse direcionado às legendas, que representam ideologias e propostas, como ocorre em grande parte dos países europeus.
Na ocasião, o ministro também comentou a sugestão da deputada federal e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, que defendeu a presença de uma mulher na chapa majoritária nas eleições de 2026. Rui destacou a relevância da participação feminina na política e afirmou que o tema está sendo tratado com atenção pelo grupo governista.
Ele ressaltou ainda que as articulações estão sendo coordenadas pelo governador Jerônimo Rodrigues e que o diálogo com os partidos aliados vem sendo intensificado. Segundo Rui Costa, conversas já foram realizadas com lideranças do PSD e de outras siglas, incluindo encontros recentes com o senador Angelo Coronel e com Diogo Coronel. De acordo com o ministro, a expectativa é construir um entendimento comum e anunciar a composição da chapa até o mês de março.








