Presidente admite que vice, Haddad ou Simone Tebet podem disputar o governo de São Paulo, enquanto PT articula nova composição ao Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de não manter Geraldo Alckmin (PSB) como vice em uma eventual chapa à reeleição em 2026. A sinalização ocorre em meio às articulações do PT para atrair o MDB e montar uma nova composição política na disputa pelo Palácio do Planalto.
A declaração foi feita na última quarta-feira, quando Lula afirmou que Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), são nomes considerados para disputar o governo de São Paulo. O movimento indica uma reorganização estratégica do governo, com foco no maior colégio eleitoral do país.
Segundo o presidente, os possíveis candidatos já sabem que podem ser chamados a cumprir um papel eleitoral no estado. “Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir. A Simone também tem um papel”, afirmou.
Nos bastidores, a fala é interpretada como um recado direto às lideranças envolvidas e reforça que a composição da chapa presidencial ainda está em aberto. Ao colocar Alckmin, Haddad e Simone Tebet no mesmo patamar de possibilidade, Lula deixa claro que a manutenção do atual vice não é tratada como garantida.
O movimento também é visto como um aceno ao MDB, partido que pode se tornar peça-chave na estratégia petista para 2026, tanto na eleição presidencial quanto na disputa pelo governo paulista. A definição das alianças e candidaturas deve se intensificar nos próximos meses, à medida que o cenário eleitoral começa a se consolidar.








