Caso ocorrido em Ibititá, na região de Irecê, voltou a repercutir nacionalmente quase 10 anos após o crime
Um caso ocorrido no município de Ibititá, na região de Irecê, no centro-norte da Bahia, voltou a ganhar repercussão nacional nos últimos dias, embora os fatos tenham ocorrido em 2015. O agricultor Luiz Carlos da Silva foi acusado de aplicar cerca de 80 chibatadas no próprio genro após descobrir que a filha era vítima de violência doméstica.
De acordo com o processo, a família passou a desconfiar das agressões após mudanças no comportamento da mulher, que começou a usar roupas longas mesmo em períodos de intenso calor. As suspeitas foram confirmadas com relatos internos e a constatação de marcas de agressões físicas recorrentes.
Ao confrontar o genro, Luiz Carlos teria ouvido a confirmação das agressões. Tomado pela revolta, amarrou o homem e utilizou um objeto semelhante a um chicote para desferir dezenas de golpes. Há ainda registro do uso de uma faca durante o episódio. O genro sobreviveu, e o caso foi inicialmente tratado como tentativa de homicídio.
Após quase dez anos de tramitação, o processo foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, em novembro de 2025, na cidade de Irecê. Por decisão unânime, os jurados absolveram o réu, entendendo que não ficou comprovada a intenção de matar, que o ato ocorreu sob forte abalo emocional e que a motivação esteve ligada à proteção da filha.
Mesmo com a absolvição, o caso segue dividindo opiniões e reacendendo o debate sobre violência doméstica, justiça com as próprias mãos e os limites da reação individual diante da dor e da indignação. Conforme informações apresentadas no julgamento, à época o genro continuava casado com a filha de Luiz Carlos.








