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Silêncio e omissão: Roberta Roma não assina CPMI do Banco Master e gera questionamentos

Parlamentar do PL-BA evita apoiar investigação sobre escândalo bilionário e decisão levanta críticas sobre coerência com discurso conservador e transparência pública

A deputada federal Roberta Roma (PL-BA) tem sido alvo de críticas após não assinar o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o escândalo bilionário envolvendo o Banco Master. A ausência de apoio à investigação chama atenção diante da gravidade das denúncias, que incluem fraudes em empréstimos consignados, descontos indevidos em benefícios do INSS e prejuízos a milhares de brasileiros.

Mesmo com a mobilização de diversos parlamentares em favor da apuração do caso, a postura da deputada reforça o que críticos têm chamado de “silêncio na Bahia”, especialmente entre representantes que ainda não se posicionaram de forma clara sobre o tema. A falta de explicação pública para a decisão amplia os questionamentos sobre o compromisso com a transparência e o dever de fiscalização.

O cenário ganha contornos ainda mais delicados devido às conexões políticas e pessoais que envolvem o caso. O ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, marido da parlamentar, é apontado por sua proximidade com o empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, que teve atuação relevante dentro do Banco Master. Essas relações levantam suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse, embora não haja, até o momento, posicionamento oficial da deputada sobre o assunto.

A situação também provoca debate no campo ideológico. Integrante de um partido que se apresenta como defensor de pautas conservadoras e do combate à corrupção, a decisão de não apoiar a investigação gera questionamentos sobre coerência entre discurso e prática. Para opositores, a omissão em um caso de grande impacto nacional contraria princípios frequentemente defendidos por lideranças da direita, especialmente quando envolve suspeitas de irregularidades com recursos que afetam diretamente a população.

Com as investigações avançando em outras esferas e a pressão por esclarecimentos aumentando, a postura da parlamentar segue sendo observada de perto, evidenciando a cobrança por maior transparência, coerência política e responsabilidade no exercício do mandato.

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