Documento, aos moldes do divulgado em 2022, critica o 'uso eleitoral da fé' e que os governos do PT nunca se opuseram às igrejas evangélicas.
O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou uma carta aos evangélicos, sobre governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual afirmou que os governos da legenda sempre "tiveram uma postura de respeito e reconhecimento" das Igrejas Evangélicas.
O documento foi construído no IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, que ocorreu dias após a Marcha para Jesus.
A marcha reuniu políticos e lideranças religiosas na última quinta-feira (4), Dia de Corpus Christi, em São Paulo. Lula não participou, mas enviou como representante o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Em uma ligação, ele justificou a decisão de faltar afirmando que evita participar de eventos como esse em ano eleitoral para não "passar a ideia de que quer tirar proveito político de algo sagrado".
Apesar da ausência, o petista enviou uma carta.
Na carta aos evangélicos do PT, divulgada na noite dessa segunda-feira (8), a sigla evita entrar em temas ligados à pauta de costumes, e busca enfatizar pontos de convergência entre os governos petistas e igrejas.
A divulgação ocorre em um momento em que o governo e o PT buscam ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, segmento que tem peso crescente na política brasileira e no qual o presidente Lula enfrenta maiores dificuldades de aprovação em comparação com outros grupos religiosos.
A carta destaca ações implementadas durante os governos do presidente Lula relacionadas à liberdade religiosa.
Entre as medidas citadas estão leis voltadas à garantia do livre exercício dos cultos e à facilitação da criação de igrejas, além do reconhecimento da música gospel como patrimônio cultural e da instituição de datas nacionais ligadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa.
No texto, o partido também afirma que os governos petistas mantiveram uma relação de respeito com as igrejas evangélicas.
"Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica", diz um trecho da carta.








