Pré-candidato afirma que divergências começaram nas eleições de 2024, foram ampliadas pelas articulações para 2026 e ressalta que mantém respeito pelo prefeito e por Cinthya Marabá.
Danilo Henrique (MDB), pré-candidato a deputado federal, apresentou sua versão sobre o rompimento político com o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá. Durante entrevista ao radialista Marcelo Ferraz, na Rádio Oeste FM, ele afirmou que o afastamento foi resultado de divergências que começaram nas eleições municipais de 2024 e se intensificaram durante as articulações para a disputa eleitoral de 2026.
Segundo Danilo, os primeiros desgastes surgiram durante a eleição municipal de Barreiras. De acordo com o pré-candidato, havia a expectativa de que sua atuação política fosse direcionada a críticas contra adversários do grupo. No entanto, ele afirmou que optou por reconhecer as contribuições de diferentes gestões para o desenvolvimento do município, postura que, segundo seu relato, acabou gerando divergências internas.
As definições para as eleições de 2026 ampliaram o distanciamento entre os antigos aliados. Danilo contou que participou de uma reunião com Junior Marabá, o ex-prefeito de São Desidério, Zé Carlos, e o deputado estadual Antonio Henrique Júnior. Na ocasião, segundo ele, o entendimento era de que Junior Marabá disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Antonio Henrique Júnior buscaria a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia.
O cenário, porém, mudou. Conforme relatou, Junior Marabá decidiu não disputar o mandato de deputado federal. Em seguida, uma nova conversa com Zé Carlos indicou que o ex-prefeito também não entraria na disputa e estaria disposto a apoiar sua pré-candidatura. A partir dessa definição, Danilo afirmou que iniciou uma agenda de visitas aos municípios do Oeste da Bahia, ampliou o diálogo com lideranças políticas e fortaleceu a construção de seu projeto para as eleições de 2026.
Durante a entrevista, Danilo Henrique destacou que o rompimento ocorreu por divergências relacionadas às definições eleitorais e negou que existam questões de ordem pessoal. O pré-candidato ressaltou que mantém respeito pelo prefeito Junior Marabá e por Cinthya Marabá, afirmando reconhecer a parceria construída ao longo dos últimos anos, apesar das diferenças políticas que levaram ao afastamento.
As declarações ajudam a esclarecer os bastidores da reorganização política no Oeste baiano, onde lideranças vêm redefinindo alianças e estratégias para a disputa eleitoral de 2026. O episódio também evidencia as mudanças de posicionamento que têm marcado o cenário político regional, com reflexos diretos na composição dos grupos que disputarão espaço nas próximas eleições.








