Pré-candidata a deputada federal pelo PL afirma que escolha do senador segue orientação de Jair Bolsonaro e minimiza desgastes enfrentados na pré-campanha.
A pré-candidata a deputada federal Raíssa Soares (PL) voltou a defender a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, mesmo diante dos recentes desgastes enfrentados por ele durante a pré-campanha eleitoral.
Em entrevista concedida ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3), nesta quarta-feira (8), a médica afirmou que o apoio ao senador permanece inalterado por entender que Flávio representa a continuidade do projeto político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Raíssa, a escolha do senador como pré-candidato foi definida pelo próprio Bolsonaro, que o apresentou como seu sucessor político dentro do campo da direita.
"A liderança do movimento é do presidente Bolsonaro. Assim como Lula exerce influência sobre as decisões da esquerda, Bolsonaro é a principal referência da direita e indicou Flávio como o nome que representa esse legado", afirmou.
A pré-candidata reconheceu que diferentes lideranças surgiram dentro do campo conservador, o que tem provocado divergências internas. Ainda assim, ela defendeu que, caso Jair Bolsonaro estivesse em plena atuação política, muitos dos atuais conflitos não existiriam.
"Estamos trabalhando com o nome de Flávio Bolsonaro para vencer as eleições", reforçou.
Nos últimos meses, a pré-campanha do senador enfrentou episódios que repercutiram negativamente. Entre eles, a divulgação de mensagens em que Flávio solicita recursos financeiros ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, investigado por suspeitas de crimes contra o sistema financeiro.
Outro episódio de grande repercussão ocorreu em junho, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais acusando o enteado de ter lhe dado uma "punhalada nas costas". O desentendimento teria sido motivado por divergências sobre a composição do palanque no Ceará e pelo apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual.








