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Debate tem críticas às ausências de Lula e Flávio, foco em segurança e divergências sobre 6 x 1

Encontro começou às 20h com três dos seis candidatos; além dos líderes nas pesquisas, Romeu Zema (Novo) também se ausentou

Esvaziado pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o primeiro debate dos candidatos à Presidência da República, transmitido neste domingo pela TV Band, contou apenas com a presença de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Na abertura do debate, os três candidatos presentes criticaram as ausências, em especial as de Lula e de Flávio. Ao longo da conversa, os três abordaram temas como segurança, educação, economia e polarização.

Primeiro sorteado para responder a uma pergunta dos jornalistas, Renan Santos dirigiu-se aos púlpitos vazios de Lula e de Flávio e afirmou que os apoiadores de ambos "vivem brigando na internet, mas eles próprios são covardes".

Eles não têm coragem de vir aqui falar sobre os crimes que cometeram. Não ligam para as vidas dos brasileiros que morrem todos os anos pela criminalidade afirmou Renan, que se referiu aos dois adversários como "criminosos".

Em seguida, Caiado manteve a mesma toada do presidenciável do Missão e lamentou as ausências de Lula e de Flávio, sem referir-se à falta de Zema:

A sociedade esperava a presença dos dois pré-candidatos. Isso mostra que eles não têm como explicar os escândalos em que estão envolvidos disse o candidato do PSD.

Cury, que chegou a ensaiar também faltar ao debate, usou sua primeira resposta para criticar a ausência de Lula.

Lula deveria estar aqui para responder sobre educação: 95% dos nossos jovens não aprendem matemática quando terminam o ensino médio. Isso pode condená-los a vida toda a não ter gestão financeira e debater ideias adequadamente afirmou.

Apesar da ausência dos três nomes, as críticas dos candidatos se concentraram no atual presidente. A decisão do petista de não ir ao encontro e conceder uma entrevista a um outro canal de televisão foi retomada mais de uma vez ao longo do debate . Cury se disse "indignado" com a situação e afirmou se tratar de um "um desrespeito com a democracia". Ao falar do tema, Renan Santos se referiu ao presidente como "aquele bêbado" e "safado". O candidato do Missão também fez ofensas a Flávio Bolsonaro, que chamou de "cagão".

Escândalos de corrupção recentes, que atingem Flávio Bolsonaro e Lula, foram revisitados pelos adversários. Renan Santos, que se referiu aos dois como "criminosos", afirmou ao final do debate que a eleição era "um jogo de cartas marcadas" montado pelo Banco Master. Caiado, por sua vez, atacou Flávio Bolsonaro por conta da revelação de que a cinebiografia do pai, batizada de Dark Horse, contou com financiamento de Daniel Vorcaro.

O primeiro candidato tem o Dark Horse, que esse vocês conhecem. E o Lula tem o Dark Lobby. Aí, é a Roberta (Luchsinger). E também o Lulinha, que é o artista disse Caiado.

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