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Governo Jerônimo enfrenta pressão política com fila de currículos e críticas à educação

Contratações terceirizadas e desempenho da rede estadual ampliam o desgaste do governo petista em ano eleito

A articulação do governo Jerônimo Rodrigues para conter a perda de apoio político no interior da Bahia começa a enfrentar dificuldades. Nos bastidores, aumentam as reclamações de ex-prefeitos, vereadores e lideranças que teriam recebido promessas de acomodação em cargos por meio de empresas terceirizadas, mas ainda aguardam contratação.

Segundo relatos de fontes ligadas ao governo, a fila de currículos já ultrapassaria cinco mil nomes. Com a redução do número de vagas, aliados que permaneceram na base passaram a pressionar pelo cumprimento dos acordos. A movimentação também estaria despertando a atenção de órgãos de controle diante da ampliação das contratações terceirizadas.

Outro ponto de pressão sobre a gestão é a educação. Jerônimo comandou a Secretaria da Educação entre 2019 e 2022, antes de assumir o governo estadual. Apesar de a Bahia ter registrado avanço no Ideb do ensino médio, passando de 3,5 em 2021 para 3,7 em 2023, os indicadores ainda mantêm a educação pública estadual no centro das críticas e do debate político.

Com a aproximação do período eleitoral, a capacidade do governo de atender às demandas de sua base e apresentar resultados na educação deve continuar sendo um dos principais pontos de cobrança sobre a gestão petista.

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