Manifestação pró-Lula na Avenida Paulista foi marcada por tumultos e depredação mulheres também relataram ataques e ameaças
O ato em apoio à reeleição de Lula (PT) em São Paulo, neste domingo (11), foi marcado por vandalismo e denúncias de agressões contra mulheres. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou ocorrências de tumulto, pichações e depredação na região da Paulista, principalmente quando os manifestantes deixavam o evento.
Segundo a Polícia Militar, portas e grades de acesso foram quebradas na estação Consolação do metrô. A corporação também informou que houve atritos com funcionários, mas a situação foi controlada.
Imagens gravadas pela CNN Brasil mostram pessoas sobre a cobertura de vidro de uma entrada da estação Trianon-Masp, algumas com o rosto coberto. A frase “Viva a Revolução” aparece pichada na estrutura.
Mulheres denunciam casos de violência
A ativista de direita Tamires Cardoso, de Guarulhos, denunciou que foi agredida por militantes lulistas. Em entrevista à revista Oeste, Tamires contou que o tumulto começou quando ela e um amigo colocaram na rua uma figura de papelão de Flávio Bolsonaro (PL).
“Fui agredida, levei soco, chute. Tentaram me derrubar no chão e roubar meu celular”, disse Tamires, que mostrou as marcas dos ferimentos na pele.
A Oeste também noticiou outro episódio em que uma mulher recebeu ofensas sexistas e ameaças de apoiadores do presidente. A revista ainda publicou um vídeo com o registro das hostilidades, enquanto policiais militares a escoltavam para fora da manifestação.
A campanha de Lula divulgou em suas redes que mais de 1 milhão de pessoas participaram no ato deste domingo. A PM, no entanto, ainda não divulgou uma contagem oficial.








