Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, senador do PL termina o primeiro turno à frente do petista, que busca o quarto mandato
O senador Flávio Bolsonaro (PL) disputará o segundo turno com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca o quarto mandato no Palácio do Planalto. Com 99,98% das urnas apuradas, eles conquistaram 47,03% e 45,15% dos votos, respectivamente. O resultado foi definido às 20h57, e o novo pleito será realizado em 25 de outubro de 2026.
Após a confirmação do segundo turno, Lula e Flávio deram depoimentos sobre o resultado. O presidente classificou o resultado como "inesperado", disse que esperava ganhar no primeiro turno e declarou que vai focar nos votos dos que se abstiveram no pleito deste domingo.
Acabamos de ter uma eleição da democracia do Brasil. O resultado é muitas vezes inesperado, confesso que estava convencido que iria ganhar no primeiro turno disse o petista, que recebeu 53,7 milhões de votos. Algo que eu e o (Geraldo) Alckmin temos um apelo é que tivemos mais de 28 milhões de pessoas que não votaram. Vamos fazer um apelo para que as pessoas saibam que nesse momento histórico o voto é necessário para definir o futuro desse país.
Já Flávio agradeceu aos "quase 56 milhões de brasileiros" que votaram nele e acrescentou que o resultado decretou o "fim da era do PT".
Estou muito feliz pelo voto de confiança. São quase 56 milhões de brasileiros. Não poderia estar mais realizado de identificar que o Brasil quer mudança. Fiquei feliz com o resultado em todas as regiões afirmou o filho de Jair Bolsonaro. Há a possibilidade real de daqui a três semanas o Brasil dê a resposta de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai indicar ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não vão interferir em eleições.
A apuração dos votos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou o primeiro turno mais acirrado desde 1989, quando o Brasil retomou as eleições diretas após a ditadura militar uma diferença de dois pontos percentuais. O recorde anterior era de 2022, quando a distância entre Lula e Jair Bolsonaro foi 5,23 pontos percentuais.








