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Tereza Cristina articula candidatura como terceira via na disputa pelo Senado

Senadora do PP-MS tenta ampliar apoios entre partidos do Centrão e manter seu nome na disputa com Davi Alcolumbre (União) e Rogério Marinho (PL)

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) se movimenta para se apresentar como uma terceira via na disputa pela presidência do Senado Federal.

Segundo informações da CNN Brasil, a parlamentar se reuniu com o líder da oposição na Casa, senador Rogério Marinho (PL-RN), para discutir a possibilidade de uma candidatura própria.

A movimentação pode acirrar a disputa, já que Marinho pretende lançar oficialmente seu nome com o apoio do PL nesta quarta-feira (4). Tereza, por sua vez, busca manter sua candidatura em articulação nos bastidores. A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro.

Até o momento, os dois nomes se colocam como possíveis candidatos, após fracassar a tentativa da oposição de unificar uma candidatura contra a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) ao comando da Casa.

De acordo com aliados de Tereza Cristina, a senadora aposta em ocupar uma posição de terceira via entre Alcolumbre, apontado como candidato à recondução, e Rogério Marinho, representante da oposição.

Embora também integre a oposição, Tereza é vista por parte dos senadores como uma parlamentar com maior trânsito entre diferentes setores da Casa, inclusive entre os governistas. Seus aliados avaliam que ela poderia ampliar o apoio à candidatura e conquistar espaço em partidos do Centrão que demonstram resistência a Marinho, mas também não desejam a recondução de Alcolumbre.

A senadora tem dito a aliados que pretende manter seu nome na disputa porque não concorda nem com o bloqueio da agenda de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atribuído a Alcolumbre, nem com a possibilidade de esse tema se tornar a prioridade do Senado no próximo ano, como defenderia Marinho.

Tereza é favorável à discussão sobre o impeachment de ministros do STF, mas também defende que o Congresso debata uma ampla agenda de reformas econômicas no próximo ano.

A estratégia, segundo interlocutores, é manter a candidatura até o fim para fortalecer seu nome e, posteriormente, tentar convencer Marinho a retirar a própria candidatura e apoiá-la.

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